Mulher envolvida em caso do morador de rua recebe alta no DF

A terceira parte do caso que movimenta as redes sociais desde o dia 14 de março, a mulher que se envolveu com Givaldo Alves, ex-morador de rua, e esposa do personal trainer Eduardo Alves, recebeu alta do Hospital Universitário de Brasília (HUB) onde estava internada, na ala psiquiátrica.

Liberada no dia 6 de abril, ela deu entrada no local após ter sido flagrada pelo marido enquanto fazia sexo com Givaldo, dentro de um veículo. A causa da situação toda foi o estado de saúde da moça, que estava em surto psicótico.

A condição da mulher foi comprovada seis dias depois do ocorrido, quando um laudo foi divulgado, afirmando que a paciente sofre de “transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica”.

Assinado no dia 15 de março, o documento foi feito por um psiquiatra do Hospital Universitário de Brasília (HUB). O terapeuta afirmou que a mulher tem “alucinações auditivas, delírios grandiosos e de temática religiosa, hipertimia, falso reconhecimento, comportamentos desorganizados e por vezes inadequados”.

O caso foi amplamente divulgado e vídeos da situação correram a web. Inicialmente, ninguém sabia a identidade dos envolvidos, reveladas posteriormente.

O caso teve muitos desenrolares e fases desde a divulgação. O que parecia ser uma situação inusitada em Planaltina, se tornou motivo de discussão e polarização nas redes.

Relembre

Notícias sobre o ocorrido começaram a circular no dia 14 de março, informações iniciais afirmavam que o crime teria acontecido após um treinador flagrar a esposa fazendo sexo dentro de um carro com o morador de rua. O boletim de ocorrência afirmava que o marido acreditava que a esposa, que tem problemas psicológicos, estava sendo estuprada. Um vídeo registrou a situação. Veja:

Na primeira fala sobre o caso, Givaldo afirmou que não sabia que a mulher era casada e que foi procurado nas imediações do lugar onde costuma dormir, perto da escola Centro de Educação Fundamental Paroquial de Planaltina. Segundo ele, a mulher teria o convidado ‘brincar’.

Na primeira fala sobre o caso, Givaldo afirmou que não sabia que a mulher era casada e que foi procurado nas imediações do lugar onde costuma dormir, perto da escola Centro de Educação Fundamental Paroquial de Planaltina. Segundo ele, a mulher teria o convidado ‘brincar’.

O marido acionou um pastor conhecido da família que disse à polícia que a mulher teria ido até ele dias antes da ocasião falando que “queria ajudar na obra de Deus”. Segundo o pastor, ela teria manifestado interesse em ajudar pessoas em situação de rua. Ele disse, também, que acredita que ela apresentava problemas psicológicos e relatou para a polícia que, ao se encontrar com ela no hospital depois do caso, ela disse “de forma confusa que havia recebido uma mensagem de Deus”, e também afirmou que as relações com Givaldo foram consensuais.

Eduardo deu declarações de que a esposa estava sofrendo outra violência ao ser acusada, em rede nacional, de traição.

Givaldo vem à público

Gilvado foi à público no dia 24 de março, em uma entrevista concedida ao portal Metrópoles. Na ocasião, ele deu a própria versão dos fatos. Segundo o homem, foi abordado na rua pela mulher. “Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou comigo, dizendo: ‘Quer namorar comigo?’.”

“Moça, eu não tenho dinheiro, sou morador de rua. Não tenho dinheiro nem para te levar ao hotel. Então, ela disse: ‘Pode ser no meu carro’”, disse, ao início.

Ao narrar os acontecimentos, ele utiliza de uma exagerada literalidade e até saudosismo, dizendo coisas como “ela tirou a roupa e era a coisa mais maravilhosa e linda no corpo de mulher. Perfeita, realmente perfeita”.

Do vídeo, memes foram feitos e a história ganhou um impulso ainda maior. O trecho ‘uma mão no volante e outra no carinho’ dita por Givaldo ao detalhar a relação que manteve com a mulher ficou famosa.

Eduardo vem à público

Após a entrevista do sem-teto, Eduardo, o marido, veio à público através de sua advogada. “Em resposta ao clamor midiático dado às palavras desrespeitosas e ofensivas do Sr. Givaldo Alves de Souza, em entrevistas concedidas a canais de TV aberta e jornais de grande circulação nos meios impressos e online, a família e as advogadas de Sandra Mara Fernandes expressam total repúdio a todas essas manifestações que vilipendiam a reputação e honra dessa vítima frente à sociedade”.

Eduardo também deu uma entrevista ao Leo Dias sobre o caso. “Quando eu avistei o carro, eu não imaginei, de imediato, que teria algum morador de rua lá dentro, eu imaginei que ela poderia estar em alguma casa na vizinhança. Até então, era para fazer uma doação”, disse.

“Quando eu cheguei na parte da frente, foi quando eu tomei nota do que estava acontecendo, que foi quando eu vi um homem. Naquele momento, eu já vi que estava errado e foi quando, particularmente, eu já surtei. Eu só queria tirar ele de lá, porque para mim não estava certo, não é da Sandra”, continuou.

Na ocasião, o treinador afirma que o seu casamento continua e lamenta a situação da esposa. ““São três anos juntos, não é algo normal. A partir dali, eu surtei mesmo. O meu único objetivo era preservar a vida dela, tirar ela de lá, porque não estava normal. Independentemente de ser um morador de rua ou não, a cena que eu vi é difícil de explicar. A única coisa que eu queria mesmo era tirar ele de lá”.

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