Referências simbólicas nos 62 anos

O governador Ibaneis Rocha quis conferir referências simbólicas aos gestos do Buriti no 62º aniversário de Brasília. Entregou a reforma do Catetinho, a primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção de Brasília, lembrando que esse monumento é carregado de história e merece todo o cuidado. Estava fechado há anos, a exemplo de outros marcos históricos da capital, como o Teatro Nacional. O governo local investimos cerca de R$ 400 mil para o Catetinho ser devolvido à população e reaberto para visitação. Além disso, o governador entregou a escritura pública ao Clube Social Unidade de Vizinhança nº 1, que esperava 61 anos por esse momento. “O clube foi construído em 1958, a pedido de JK, e agora está regularizado para fazer suas ações dentro da legalidade”, registrou Ibaneis. Esse ato serviu também para uma demonstração de unidade na base política do Buriti: Ibaneis reuniu figuras como o antecessor José Roberto Arruda, o vice Paco Britto e o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente.

Érika não desiste do Senado

A deputada brasiliense Érika Kokay mantém sua candidatura ao Senado pelo PT. É uma aspiração antiga de Érika, turbinada por pesquisas que, mesmo ainda sumárias, a colocam em boa posição. Diante do impasse entre duas candidaturas petistas ao Buriti e do xadrez político para compor as chapas proporcionais, a escolha para o Senado andou meio esquecida pelo partido. De quebra, mesmo aliados de Érika fazem reparos. O distrital Chico Vigilante, por exemplo, diz que apoia a candidatura, mas apenas se o risco for pequeno. “Não podemos trocar uma cadeira certa na Câmara por uma incerta no Senado”, adverte Vigilante.

Só se tiver dedo da direção nacional

Mesmo assim, Érika Kokay garante que sua preferência é pela cadeira de senadora. Não há, inclusive, nenhuma outra candidatura ao Senado colocada, pelo menos nenhuma que tenha qualquer competitividade. O time da deputada, porém, reconhece que Erika não tem substituto natural para a cadeira na Câmara, alguém que assegure a vaga de deputada federal para o PT. Por isso mesmo, admite-se que a direção nacional pode interferir – tem poderes para isso, como já está claro – e decidir que é estratégico manter a cadeira na Câmara dos Deputados. Mesmo assim, a decisão de disputar o Senado permanece.

Chapa desenhada

Ainda não foi batido o martelo, mas o difícil jogo de montar a nominata federal do PT, agora dentro da federação criada com PV e PCdoB, já está avançado. O PT deve ter quatro vagas. Em princípio incluiria Erika Kokay, o ex-governador Agnelo Queiroz e o ex-deputado federal Roberto Policarpo. Uma quarta vaga ficaria para o também ex-deputado Geraldo Magela, caso não seja o candidato a governador do partido. Fica o problema de cumprir a proporção número de mulheres. Nesse caso, há chances para Ruth Venceremos, trans do MST, que teria sua primeira oportunidade eleitoral. No PV, uma das vagas é certa para o distrital Reginaldo Veras. O partido deve ter uma segunda vaga, que seria do presidente regional Eduardo Brandão ou da secretária de Juventude, Rayssa Tomaz. Ainda não está claro se o PCdoB reivindicará vagas ou abrirá mão para um dos parceiros de federação.

Bia Kicis e os títulos cancelados

Bolsonarista, a deputada brasiliense Bia Kicis cobra da Justiça Eleitoral mais tempo para a regularização dos títulos de eleitores. “São inúmeras a denúncias de títulos cancelados, não só de idosos, mas de muitos dos eleitores” diz, ao afirmar que “o Tribunal Superior Eleitoral precisa se manifestar sobre esses acontecimentos”. Afinal, pergunta Bia Kicis, “o que acontecerá quando centenas ou milhares de pessoas simplesmente não conseguirem votar por terem tido seus títulos cancelados?” Só que o próprio TSE já desmentiu tudo. Acaba de divulgar nota oficial informando que “começaram a ser propagadas postagens pelas redes sociais com mensagens falsas afirmando que a Justiça Eleitoral estaria cancelando o título de eleitor de quem tem mais de 70 anos”. O conteúdo dessas mensagens informa que uma pessoa teria tirado uma certidão negativa no cartório eleitoral e que, no rodapé da página do documento, constava que a inscrição eleitoral do requerente havia sido cancelada. De acordo com o TSE, “esse é mais um boato disseminado no mundo digital, na tentativa de causar confusão na população, até porque o voto para eleitores nessa faixa etária é facultativo”. Mesmo os eleitores que não fizeram o cadastramento biométrico em virtude da pandemia de covid-19 não tiveram títulos eleitorais cancelados, também por determinação da Justiça Eleitoral.

Tramoia no PIX rende indenização

A Picpay Serviços foi condenada a indenizar um cliente que ficou 55 dias sem poder utilizar a quantia que havia na sua conta bancária. Em uma fraude bancária, valor tinha sido transferido a terceiro mediante fraude. Ao aumentar a condenação, a 1ª turma Recursal dos Juizados do DF destacou que os transtornos afetaram a tranquilidade do consumidor. O autor conta que usava a conta para montar a reserva de emergência. Ao acessá-la para conferir o saldo, percebeu que o saldo era de R$ 7. O extrato detalhado apontava que, dias antes, havia sido realizada uma transferência, por meio de Pix, no valor de R$ 47 mil. O autor relata que entrou em contato com o banco e com a polícia para comunicar a fraude. Ele afirma que o banco só o ressarciu 55 dias depois, período em que precisou contrair empréstimos. Pede para que a instituição seja condenada a indenizá-lo pelos danos morais sofridos e a pagar os rendimentos que deixou de ganhar no período. Decisão do 1º JEC de Águas Claras concluiu que a falha na prestação do serviço causou ofensa aos direitos de personalidade do autor. Segundo o magistrado, “houve o bloqueio por longo período de toda a quantia depositada na conta mantida pelo réu, além de ter seus dados pessoais utilizados indevidamente por terceiros em virtude de negligência da empresa ao não preservar estas informações”. O banco foi condenado ao pagamento dos lucros cessantes e de R$ 3 mil por danos morais, além, claro, de recuperar o dinheiro desviado.

Foi para casa

Após uma semana hospitalizado ao sofrer acidente de moto, o distrital Cláudio Abrantes teve sua alta antecipada. Foi um susto e tanto. Cláudio contou que, com uma lesão na coluna cervical, chegou a não sentir as pernas e temer efeitos permanentes de locomoção. Passou por uma cirurgia de coluna e agora concluirá em casa sua recuperação. Sua mulher, Jussara, não se machucou, ficando apenas o susto.

Nada de nepotismo

O PT estruturou, mesmo enfrentando problemas internos, um discurso de combate ao nepotismo. No Ceará, em dois governos petistas de Camilo Santana, o princípio foi mantido no primeiro escalão. Mas Camilo Santana afastou-se no dia 2 deste mês para disputar uma cadeira de senador, com apoio do PDT de Ciro Gomes, majoritário no estado. A vaga de governador ficou com a vice Izolda Cela, pedetista. Uma das primeiras decisões de Izolda foi a nomeação de Onélia Santana, que acaba de tomar posse como secretária de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Ceará. O PT aplaudiu a escolha, por garantir políticas sociais em curso no Estado, como uma das meninas dos olhos do partido, o Programa Mais Infância. Onélia Santana vem a ser a mulher do recém-desempregado Camilo Santana.

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