DF registra alta de 11,4% na previsão da safra de grãos para 2022

A previsão da safra de grãos 21/22, no Distrito Federal, aponta que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ter crescimento de 11,4%, em comparação à safra 20/21, com o cultivo de 838,3 mil toneladas de grãos.

Os dados são do 7º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com análise do início da safra, de setembro do ano passado até a última semana de março deste ano. O resultado oficial da produção, com a consequência da colheita, será divulgado em agosto, quando a safra chegar ao fim.

Com a escalada da produção de grãos e da dimensão da área em que as culturas são desenvolvidas, cresceu em 7,4% a produtividade da capital federal. Na safra 20/21, foram produzidos 4.521 mil kg de grãos por hectare. Neste ano, a previsão é que sejam colhidos 4.857 mil kg por hectare. A estimativa está, inclusive, acima do previsto para a média nacional, já que o Brasil deve produzir 3.695 mil kg por hectare.

A soja e o milho correspondem a mais de 80% das plantações de grãos no Distrito Federal, com 130 mil hectares, de acordo com o relatório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) divulgado no ano passado. A projeção para a safra deste ano aponta que o milho deve ter acréscimo de 18,3% na produção, com 433,1 mil toneladas, além de crescimento de 2% na área da colheita e 15,9% na produtividade. Já para a soja, é esperada alta de 7,3% no cultivo, atingindo 313,2 mil toneladas, e expansão de 7,3% na área, enquanto o rendimento deve ser o mesmo da safra anterior. Há ainda, no DF, o plantio de feijão – dos tipos preto, caupi e cores –, sorgo e trigo.

Políticas públicas

As colheitas dos grãos, desde a semeadura até o transporte ao consumidor final, recebem o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Emater e da Secretaria de Agricultura (Seagri). As duas entidades atuam juntas com políticas públicas que ajudam todo o setor agrícola da capital, para que os produtores alcancem melhor rendimento na colheita.

Apenas para os produtores de grãos, em 2021, foram cerca de 29 projetos com R$ 4.647.014 em empréstimos, envolvendo custeio, financiamento de tratores, implementos e implantação de sistemas fotovoltaicos associados. Já em relação a todo o setor agrícola, no mesmo ano, as duas entidades reformaram 10 km de canais de irrigação e promoveram a recomposição vegetal e o reflorestamento de 48 hectares do DF com 48,9 mil plantas. Houve ainda, no ano passado, a regularização fundiária de 4.057,81 hectares e a manutenção de 1.246 km de estradas rurais.

O secretário-executivo de Agricultura, Luciano Mendes da Silva, afirma que o apoio aos produtores tem como objetivo ampliar o lucro e a qualidade das plantações. “Os agricultores contam com assistência de qualidade, que dão a orientação certa para saber o que eles estão fazendo, além do financiamento para pôr a mão na massa”, explica. “Outras coisas também vêm a reboque, como o transporte de insumos e produção, para dentro e fora da propriedade. Isso requer estradas e pontes boas, suporte que, felizmente, conseguimos dar aos agricultores. Todas as nossas ações são para diminuir o custo de produção e fazer com que eles tenham uma rentabilidade maior naquilo que estão explorando.”

Com informações de Catarina Loiola, da Agência Brasília

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