Downton Abbey 2 traz exuberância visual com melodrama e romance

Por Alexya Lemos
Agência de Notícias do CEUB|Jornal de Brasília

O filme Downton Abbey II- Nova Era (dirigido pelo diretor inglês Simon Curtis) estreia no Brasil, nesta quinta-feira (28) com o encerramento da icônica série britânica de mesmo nome criada por Julian Fellowes. O diretor de  filmes como A minha semana com Marilyn e Meu Amigo Enzo trouxe grande parte do elenco original da série para contar a história da família Crawley e seus empregados amados.

Enredo

Continuação direta do filme de 2019, Nova Era se passa entre 1928 e 1929, antes da Grande Depressão. Na trama, a família Crawley passa por três dramas principais: uma equipe de filmagem na mansão Downton em meio aos empregados e familiares, o declínio da saúde da condessa viúva Violet Crawley (Maggie Smith) e o misterioso legado de uma vila na riviera francesa que trás o passado da condessa de volta.


Poster de Downton Abbey- Nova Era (Universal Pictures/Divulgação)

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Carisma

Figurinos exuberantes, linguagem formal, jazz dos anos 1920 e muito romance dão o tom do longa. Além de manter o padrão estabelecido no filme anterior e na série antecedente, a obra fecha pontas soltas  e cria cenas que cativam o público, em especial os amantes de melodrama. O filme segue uma linha condutora que, somada ao carisma de figuras como Maggie Smith, Michelle Dockery e Jim Carter, cria um interesse tão grande que o público não percebe que se passam duas horas de longa.

Pontos baixos

Downton Abbey é uma franquia inglesa de época, ou seja, não se pode esperar histórias inovadoras ou cenas de violência.  A classificação indicativa é de 12 anos de idade. As imagens em uma velocidade menor levam à contemplação. Por isso, para muitos espectadores, a trama pode soar cansativa, uma vez que se baseia somente no drama dos personagens, sem outros atrativos.


“Downton Abbey- Nova Era” gera contemplação com cenários exuberantes e personagens já conhecidos da franquia (Universal Pictures/Divulgação)

Sem reviravoltas

O final da história de Julian Fellowes pode agradar tanto aos fãs da obra literária (e da série), como aos que apreciam dramas de época. Por isso, tem o potencial de atrair mais pessoas com a construção cativante da narrativa. De fato, não há reviravoltas e agitações, mas o romance das personagens e o desenvolvimento de cada um faz com que o espectador se mantenha interessado até o final.

Ficha técnica:

Direção: Simon Curtis;
Roteiro: Julian Fellowes;
Produção: Gareth  Neame e Liz Tubridge;
Elenco: Maggie Smith, , Hugh Boneville, Michelle Dockery, Allan Leech, Jim Carter, Brendan Coyle, Kevin Doyle, Elizabeth McGovern, Sophie McShera, Lesley Nicol e Penelope Wilton;
Duração: 125 min;
Gênero: Drama e romance
Classificação Indicativa: 12 anos;
Origem: Reino Unido;
Distribuição: Universal Pictures.

A repórter assistiu à pré-estreia do filme a convite da Espaço/Z

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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