Mulher com sequelas após cirurgia será indenizada

Uma mulher que ficou com sequelas após uma cirurgia realizada no Hospital de Base deverá ser, de acordo com decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, indenizada pelo GDF.

A mulher foi atropelada em janeiro de 2018, quando estava grávida de 16 semanas. Segundo os documentos, ela sofreu uma fratura exposta na perna direita e precisou colocar uma placa de metal.

Porém, após cerca de dois meses, ao levantar da cama e apoiar o pé no chão, a placa ortopédica dobrou. O produto chegou a ter o defeito verificado e havia a necessidade de retirada.

Ainda grávida, a cirurgia foi recomendada após seis meses. Enquanto isso, os médicos optaram pela imobilização ortopédica provisória.

Imobilizada e gestante, a mulher não pôde retornar ao trabalho e, nesse período, foi beneficiada pelo auxílio-doença previdenciário pago pelo INSS. Após a cirurgia, a perna machucada teve um encurtamento, o que a impossibilitou de andar.

O DF limitou-se a requerer a manutenção da sentença nos limites dos danos morais fixados. Ressaltou que a pretensão de alterar a decisão deve ser feita por recurso próprio.

 Anteriormente, o governo local já havia sido condenado a pagar danos morais, e agora também por danos estéticos.

Assim, os danos estéticos foram arbitrados em R$ 30 mil, assim como os danos morais fixados anteriormente no mesmo valor. O DF terá, ainda, que pagar 24 salários-mínimos em dano material, devido à redução parcial da capacidade de trabalho sofrida pela autora.

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