Políticos disputam escritório do advogado Newton Dias para as eleições 2022

O cenário das eleições passou por uma revolução digital. Antes, baseado na antiga política do corpo a corpo, em um jogo marcado por visitas e relacionamentos estreitos com políticos locais que terminavam em comícios em praça pública com discursos direcionados e caravanas que percorriam bairro a bairro e cidade a cidade.



Newton explica que existem dois universos nos quais os candidatos precisam se preocupar: o físico e o digital. | Foto: Dodô Villar

Com a abertura para as campanhas digitais com o uso das redes sociais, o político deixou para trás a figura local e hoje, atua como um agente global. Sem sair de casa, o candidato pode atingir cada vez mais público e ter mais ou menos alcance, baseado no engajamento das publicações e no número de seguidores.

A nova métrica das eleições atuais está mais fundamentada no alcance do candidato nas redes do que no seu alcance físico. O acesso direto do político ao eleitor fez da internet o palanque que os candidatos acessam todos os dias a qualquer momento. Mas, o fácil acesso tem seu ônus. Os discursos globais não encontram fronteiras e alcançam uma sociedade totalmente apta a deslizes que viram polêmicas e notícias na mesma rapidez em que chegam ao público.



Um posicionamento errado ou mal interpretado poderá se tornar o próximo escândalo político e fazer do candidato uma figura cancelada pelos internautas imediatamente | Foto: Dodô Villar

Um posicionamento errado ou mal interpretado poderá se tornar o próximo escândalo político e fazer do candidato uma figura cancelada pelos internautas imediatamente. Com a necessidade que o político tem de estar por dentro de todos os assuntos, temas delicados podem se transformar em verdadeiras armas nas mãos de políticos despreparados ou prontos para o ataque.

Entretanto, a opinião errada não é o maior problema enfrentado pelos candidatos. As Fake News são os maiores adversários que os políticos precisam enfrentar. A maior arma da internet contra as reputações está cada dia mais eficaz. A indústria da notícia falsa é rápida, bem municiada e estruturada. Todos os dias, milhares de mentiras são divulgadas e disseminadas em todos os canais de comunicação. O prejuízo afeta agentes políticos, governos e o povo, que muitas vezes, motivados por informações falsas, tomam decisões equivocadas que podem comprometer até a própria saúde.

Outro problema que está sendo amplamente divulgado, passa quase despercebido pelos público e muitas vezes, consegue enganar até as perícias, é o deepfake. Com o uso de inteligência artificial, esse formato de vídeo cria vídeos falsos utilizando o rosto de uma pessoa e o corpo de outra, reproduzindo falas ou situações que não ocorreram. As máquinas aprendem as características como feições de um rosto ou a forma como ele se movimenta. O resultado é capaz de driblar a inteligência discriminadora, que identifica as fraudes.

Para combater as Fake News e os Deepfakes, os candidatos precisam investir em escritórios de advocacia com equipes preparadas para agir rapidamente e eliminar das redes as informações que prejudicam as campanhas. Esse trabalho oferecido pelo escritório do advogado Newton Dias, a maior referência em direito digital no Brasil, fez dele um dos profissionais mais disputados para a próxima eleição.

Newton explica que existem dois universos nos quais os candidatos precisam se preocupar: o físico e o digital. No ambiente físico fica mais fácil de solucionar diversas questões. Já o ambiente virtual requer mais estratégia, uma vez que as falas se eternizam na internet e as ferramentas de buscas são capazes de localizar facilmente, uma vez que utilizadas.

O papel do compliance é fundamental para estabelecer entre advogado e cliente o melhor discurso para evitar prejuízos futuros. Ajustar a fala antes de eventos como lives, entrevistas e debates é o melhor caminho para o sucesso da campanha e para eternizar frases que realmente precisam ser eternizadas.
Os políticos estão cada vez mais dependentes de seus advogados ou de um novo contrato para dar suporte a disputa eleitoral. “A única certeza que o candidato pode ter ao entrar em uma campanha é que encontrará adversários e se tornará uma vítima da internet. Se declarar candidato já gera algum tipo de oposição, porque na política não existe neutralidade. Se o candidato já é político, terá mais adversários que o candidato que está entrando no jogo agora”, declara Newton Dias.

O escritório que estiver dando suporte precisará trabalhar em regime de plantão 24 horas, porque os ataques poderão surgir a qualquer momento. Imediatamente a equipe terá que retirar o material de circulação, pedir retratação e identificar os autores para que sejam responsabilizados cível e criminalmente. O próximo passo é analisar a necessidade de ir à público falar sobre o assunto diante do cenário criado.

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