Prefeitos dizem se preocupar com retorno de atos de 2013 após novo aumento do diesel

Fábio Zanini
São Paulo, SP

Para os dirigentes da Frente Nacional dos Prefeitos, que reúne as médias e grandes cidades, o novo aumento de 8,87% no preço do diesel pode ser o estopim dos reajustes do transporte público nos municípios.

Os prefeitos afirmam que o clima é de preocupação com o que pode ser o “retorno de 2013”, em referência às manifestações de rua daquele ano. O marco inicial do período, batizado como “jornadas de junho”, foi um protesto no dia 6 daquele mês contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo.

“Os prefeitos tentaram ao máximo não reajustar tarifas, mas isso se tornou inviável. O colapso dos sistemas é iminente. Por isso, trabalhamos pela aprovação do PL dos Transportes (Projeto de Lei 4.392/2021), que tramita na Câmara, como alternativa emergencial, mas o desafio é estruturante, e demanda pactuação federativa”, afirmou o prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira, presidente da FNP.

O socorro estimado do PL dos Transportes seria de R$ 5 bilhões, valor que seria utilizado pela União para bancar as gratuidades dos idosos acima de 65 anos, que atualmente estão sob encargo das prefeituras.

Os prefeitos têm dito que o governo Jair Bolsonaro (PL) sinalizou positivamente à proposta.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) um aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias. A alta era esperada pelo mercado, diante da escalada das cotações internacionais nas últimas semanas.

Com isso, o preço médio do combustível nas refinarias passa de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro -o repasse aos consumidores depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos de combustíveis.

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