Variação do IPC acumula alta de 10,64% em 12 meses nesta primeira semana de maio

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), nos últimos 12 meses, acumulou alta de 10,64%, acelerando 0,83% nesta primeira semana de maio. O IPC-S, porém, indica queda se comparado ao mês anterior, de abril, quando na primeira semana do mês o índice era de 11,21%.

O IPC-S calcula a variação do custo de vida para famílias com renda entre 1 e 33 salários-mínimos mensais, e envolve o estudo de oito grandes classes de análise, compiladas pela equipe do instituto, chamadas de “Abrangências Setoriais”.

São elas: Alimentação, Habitação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Despesas Diversas. As estatísticas são feitas a partir de sete grandes capitais: Belo Horizonte (Minas Gerais), Brasília (Distrito Federal), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador (Bahia).

De acordo com divulgação feita pelo IBRE nesta segunda-feira (9), nesta chamada primeira quadrissemana, as áreas que mais apresentaram crescimento inflacionário foram os grupos da Educação, Leitura e Recreação, tendo aumento nos preços em 0,85%; da Saúde e Cuidados Pessoais, com elevação de 0,15%; e da Alimentação, com crescimento de 0,1%.

Dentro de todos os grupos, contando os 425 itens com avaliações de preços, os itens de investigação que tiveram maior aumento inflacionário foram as passagens aéreas, com aumento de 3,38%, passando de 14,38% para 17,76% em um mês; os artigos de higiene e cuidado pessoal, crescendo 0,69%, de 0,67% para 1,26%; e os doces e chocolates, com elevação nos preços de 2,37%, passando de -2,95% para -0,58%.

Por outro lado, os que tiveram queda inflacionária foram as outras cinco áreas de análise da pesquisa. O maior decréscimo veio da Habitação, passando de -0,69% para -1,69%, sendo, portanto, um ponto percentual inteiro de redução nos preços médios. Além desta, estão Transportes, caindo de 2,13% para 1,53%; Vestuário, com redução de 1,26% para 1,09%; Despesas Diversas, com queda de 0,70% para 0,59%; e Comunicação, tendo diminuição de -0,02% para -0,04%.

Especificamente no setor de Habitação, o item que mais registrou redução do IPC-S foi o de eletricidade residencial, cujo preço caiu cerca de quatro pontos percentuais. Em comparação com a última divulgação no dia 2 da semana passada, a variação saiu de -6,78% para -10,78%.

Nas outras classes de despesa, também tiveram redução a gasolina, passando de 3,19% para 1,94%; os calçados femininos, caindo de 1,53% para 0,12%; o conserto de bicicleta, com redução de 1,80% para 0,39%; e a mensalidade para o acesso à internet, com queda de -0,40% para -0,51% no período analisado.

Metodologia da pesquisa

Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento. Os valores, portanto, demonstram variações dentro de um mês de pesquisa, mas divulgado a cada semana. A série histórica acontece desde 2003.

No dia 8 de cada mês, são divulgados os valores coletados e pesquisados entre o dia 8 do mês anterior até o dia 7 do mês atual de divulgação, compondo a primeira quadrissemana. Da mesma forma acontece nos demais dias de divulgação, sendo eles 16, 23 e 1º de cada mês. Se a data cair em um fim de semana, os dados são transmitidos no primeiro dia útil após a data.

A próxima apuração do IPC-S, portanto, será divulgada no próximo dia 16 deste mês, segunda-feira, com dados coletados até o dia 15 de maio.

A intenção com a divulgação sempre atualizada dos valores é permitir detectar com agilidade as mudanças dos preços ao longo dos meses, sendo importante para estabelecer uma comparação mais rápida entre os valores dos produtos e serviços examinados na pesquisa.

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