Saída de Doria coloca pressão sobre Simone Tebet

A desistência da candidatura à presidência da República pelo ex-governador de São Paulo João Doria ontem foi comemorada pela cúpula do MDB, que espera um aumento da senadora Simone Tebet nas próximas pesquisas eleitorais.

Com o fato novo, o partido com força municipalista também passa a se aproximar do ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, agora cotado como possível vice na chapa com a parlamentar do Mato Grosso do Sul.

A expectativa da pré-campanha emedebista será bater 5% nas próximas pesquisas com a saída da disputa de Doria.

Fortalece as chances de Eduardo Leite ser vice o entendimento de que, dificilmente, Doria aceitaria ser vice da emedebista. Dessa forma, Leite se cacifa à função.

Hoje, o Cidadania e o PSDB se reúnem para definir uma possível federação com o MDB. Nessa composição, os tucanos teriam uma maior chance de indicar o vice na chapa de Tebet.

Uma possível entrada de Eduardo Leite na composição, entendem articuladores de ambas as legendas, poderá aproximar ainda mais a senadora emedebista da comunidade LGBT+. Leite era o único governador assumido da comunidade.

O nome de Leite, porém, vem sendo defendido por Tasso Jereissati, senador tucano pelo Ceará, que tem contribuído com a pré-candidatura de Tebet mesmo após o partido ter escolhido Doria no ano passado como candidato tucano à disputa. A desistência do representante de São Paulo foi motivada por articulações de Jereissati e do deputado federal mineiro Aécio Neves.

Projeção nacional

Pré-candidata à presidência, a senadora Simone Tebet ganhou projeção nacional após participar, mesmo sem ser membro efetivo, da CPI da Covid.

Durante o processo da comissão, a parlamentar foi a responsável por fazer o deputado federal Luis Miranda (União Brasil-DF) revelar o nome do então líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) na CPI.

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