Equipe de Lula avalia exibir na campanha vídeo de Bolsonaro na maçonaria

CATIA SEABRA
SÃO PAULO, SP

O comando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a hipótese de exibir, em inserções, um vídeo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece discursando em uma loja da Maçonaria.

Segundo petistas, a ideia é usar as imagens caso Bolsonaro suba o tom da campanha, trazendo a pauta religiosa à disputa. O vídeo, na lista dos assuntos mais comentados do Twitter nesta terça (4), assim como “maçonaria”, “decepção” e “Bolsonaro satanista”, é de 2017, antes de ele assumir a Presidência.

O uso do registro seria uma forma de deter avanços mais agressivos de Bolsonaro sobre os evangélicos.

Em uma espécie de altar com símbolos tradicionais da maçonaria, como o esquadro e o compasso, Bolsonaro fala sobre corrupção, questões ideológicas e diz ter “saído da zona de conforto” do mandato parlamentar para viajar pelo Brasil e investigar “quais são os grandes problemas que temos que enfrentar”.

O vídeo está publicado ao menos desde 2017 num canal no YouTube chamado O Democrata, atualmente identificado com as páginas Todos Com Ciro, de apoio ao candidato derrotado Ciro Gomes (PDT).

O uso da gravação, em meio à disputa do segundo turno entre Bolsonaro e Lula, numa disputa marcada pelo discurso fortemente religioso do atual chefe do Executivo e pelo peso do eleitorado evangélico, oferece munição a opositores do presidente, que tentam fazer com que o material chegue a essa fatia.

A maçonaria é uma confraria mundial, que teve origem na Idade Média e possui forte representação no Brasil. Os membros refutam a pecha de sociedade secreta e preferem classificá-la de instituição dedicada às bandeiras filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

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